quinta-feira, 18 de março de 2010

O governo do Estado anunciou no início do mês a estadualização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU. Segundo o projeto técnico encaminhado para o Ministério da Saúde, 64 ambulâncias serão distribuídas por todo o Rio Grande do Norte, em pontos estratégicos de cada região, escolhidos após estudos geográficos. Isso possibilitaria que qualquer atendimento fosse realizado em, no máximo, 20 minutos.

Pois bem. Após todos os prefeitos terem assinado convênio com o governo estadual, alguns começaram a se articular junto ao governo Federal, no sentido de que as ambulâncias sejam destinadas para município A ou B, em detrimento do critério técnico e operacional. A denúncia partiu do secretário estadual chefe da Casa Civil, Vagner Araújo. “Se isto não for revertido e o plano técnico não for respeitado o SAMU estadual não funcionará com o tempo de resposta adequado e, acho, será totalmente descaracterizado”, afirmou.

Ainda segundo Vagner Araújo, a governadora Wilma de Faria, ligou pessoalmente para o Ministro José Gomes Temporão pedindo que o critério técnico fosse respeitado e que todos os pedidos em contrário fossem ignorados. “Acho que temos que preservar a estadualização do SAMU e seu plano operacional técnico, sem influência política. Estamos no século 21”, completou o secretário.

Entendendo a estadualização do SAMU

Um total de 64 ambulâncias padronizadas para uso intensivo serão operadas por equipes treinadas e preparadas para socorrer pessoas em urgências médicas e removê-las para o hospital mais próximo. Além disso, equipes, centrais de regulação e de apoio ao serviço serão implantadas em pontos estratégicos em cada região do RN. Também serão feitas melhorias na rede física de atendimento e suporte às urgências em hospitais regionais e outras unidades que integrarão o sistema.

O helicóptero do Estado dará apoio nas remoções de urgências em que a situação exija atendimento médico mais rápido, inclusive para os casos de difícil acesso por terra, como dunas, florestas, mar, serras e outros pontos.

Dessa forma, sempre que alguém necessitado acionar o telefone 192 do SAMU receberá atendimento no máximo em 20 minutos, segundo o plano de logística desenvolvido para o governo do Estado por especialistas do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Este padrão de tempo é considerado o ideal e depende de uma distribuição e posicionamento criteriosos das viaturas em pontos estratégicos tecnicamente selecionados.

Fora os custos iniciais de implantação, serão investidos anualmente na manutenção do serviço cerca de R$ 4,5 milhões, financiados pelo Estado (60%), União (30%) e municípios (10%). O sistema será gerido por um consórcio público criado entre Estado e Municípios, cuja adesão foi assinada na primeira semana de março entre a governadora Wilma de Faria e todo os prefeitos do Estado.

A implantação final do serviço em todo o Estado está prevista para o segundo semestre deste ano.

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