quarta-feira, 7 de abril de 2010

Hoje, dia sete de abril, comemora-se o Dia do Jornalista. Muitos profissionais da área não se lembram disso. Eu mesmo só atentei para o fato ao ler sobre o assunto no Twitter esta manhã. No entanto, há uma data que não esqueço e, certamente, muitos outros colegas jornalistas também a guardam bem na memória: 17 de junho, o dia em que o Supremo Tribunal Federal decidiu pela não exigência do diploma para o exercício da nossa profissão.

A decisão da Corte foi uma resposta à ação protocolada pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no estado de São Paulo (Sertesp) e do Ministério Público Federal (MPF).

O primeiro a proferir o voto no plenário do STF foi o então presidente da Corte e relator da Ação, o ministro Gilmar Mendes. Em sua argumentação, Mendes comparou a profissão de jornalista com a de um cozinheiro. “Um excelente chefe de cozinha pode ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, ironizou.

Acompanharam o voto de Gilmar Mendes os ministros Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Ellen Gracie e Cezar Peluso, que foi eleito no último dia 10 de março o novo presidente do Supremo.

O único voto discordante foi o do ministro Marco Aurélio de Mello. Carlos Alberto Menezes Direito e Joaquim Barbosa não participaram da infame sessão.

Sobre a necessidade da obrigatoriedade do diploma, recomendo a leitura d texto de Beth Costa, Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.

Comente!

Mais lidos da semana

Siga este blog

Arquivo

Tecnologia do Blogger.

- Copyright © 2013 Rodrigo Medeiros -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan | Distributed by Rocking Templates -