quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou na Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social Amir Francisco Lando por improbidade administrativa.

Eles são acusados de utilizar a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão. Segundo a Procuradoria, as irregularidades teriam acontecido entre outubro e dezembro de 2004, quando mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico teriam sido enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público, custando cerca de R$ 9,5 milhões dos cofres públicos na impressão e postagem das cartas.

De acordo com a Procuradoria, não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministroda Previdência foi realizada para promover as autoridades. Outra irregularidade apontada pelo Ministério Público foi o favorecimento do Banco BMG. Segundo a ação, chamou atenção a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS – durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses.

Para garantir a devolução dos valores gastos, a Procuradoria pede o bloqueio de bens dos acusados.

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