domingo, 10 de abril de 2011

Com informações do jornal Folha de São Paulo

Dilma Rousseff alterou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Antes eram previstas no documento conexões de até 600 Kbps (kilobits por segundo), porém a presidente agora exige 1 Mbps (megabit por segundo) pelo mesmo preço, R$ 35. Nos Estados que concederem isenção de ICMS nos pacotes vinculados ao PNBL, o preço será R$ 29,80.

A alteração deve provocar um atraso de pelo menos três meses no início do programa, que deveria ter sido implantado no governo Lula. O município do Assú, além de outros sete no RN – Extremoz, Lagoa D’Anta, Nova Cruz, Passa e Fica, Parnamirim e Santa Cruz -- foram selecionados como alguns dos mais de 100 primeiros municípios do Brasil a serem beneficiados pelo plano.

A nova orientação, dada ao ministro Paulo Bernardo (Comunicações) na semana passada, foi uma exigência para tirar o plano original do atraso em relação ao mundo. O plano dos Estados Unidos, por exemplo, prevê conexões de 100 Mbps. Na Coreia, as velocidades variam de 1 a 2 Gbps (gigabit por segundo), até 20 vezes mais que nos EUA e até 2.000 vezes mais que no Brasil. Dilma pediu que Bernardo informasse as teles do seguinte recado: "Vamos abolir esse negócio de kilobit, vamos falar em megabit".

Acrescentou que as operadoras terão de se adaptar à sua demanda e investir, em vez de ficar pedindo dinheiro ao governo. Avisadas, as teles já devem começar a negociar o novo PNBL com o governo nesta semana.

Em contrapartida à nova regra, o governo trabalhará para aprovar o projeto de lei (PL 116) que prevê abrir o mercado de TV a cabo para as teles nacionais e estrangeiras, algo vetado pela lei atual.

Para o governo, com a distribuição de programas televisivos por cabo, as operadoras terão aumento de receita, poderão adquirir o controle de empresas de TV e vender "combos" (TV paga, telefone e banda larga, tudo em um), reduzindo custos e aumentando suas margens de lucro.

Elas terão, portanto, garantias para investimentos na rede e aumento do número de clientes. Estarão massificando os acessos à internet, exatamente o que quer a presidente. A tecnologia permite que ela possa prestar todos os serviços pelo mesmo cabo telefônico. Mas, para um serviço de qualidade, é preciso mais que 600 Kbps.

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