terça-feira, 12 de julho de 2011

Exatamente uma semana após a deflagração da “Batalhão Mall”, a Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do RN (ACS-PM) criticou a operação, que resultou na prisão de policiais e empresários acusados de desvio de função e corrupção ativa e passiva. A entidade questionou, ainda, o conteúdo do vídeo gravado pelo Ministério Público em que um policial, com uma pequena mangueira, transfere combustível de uma viatura para um carro particular.

De acordo com o presidente da ACS-PM, Jeóas dos Santos, as imagens gravadas, que ganharam repercussão nacional, mostrariam, na verdade, um policial abastecendo seu carro porque a viatura da polícia quebrou e que o veículo particular, nestas situações, era utilizado para serviços investigativos do 10º Batalhão de Polícia Militar em Assu, sob conhecimento do Comando da Polícia Militar.

O presidente da associação foi além, e acusou a operação, ação conjunta entre o Ministério Público Estadual e o comando da PM, de uso de violência e de não ter dado direito de defesa aos acusados antes de serem presos, causando transtornos aos familiares dos militares, inclusive gerando problemas de saúde. A filha de um dos acusados teria tido um princípio de acidente cardiovascular e a mulher de um deles, grávida, teria tido o parto antecipado, informou.

“Não há combustível, alimentação, fardamento, número suficiente de viaturas e o Estado é omisso diante desses problemas”, criticou. Jeóas disse que as condições de trabalho em Assú para os PM são péssimas e que os policiais no município “vivem da boa vontade da sociedade e da prefeitura, que doam até a alimentação dos soldados”. Há casos de policiais tirarem dinheiro do próprio bolso para deslocamentos, afirma.

A assessoria jurídica da ACSPM/RN, segundo Jeoás, já entregou documentos ao Ministério Público contrapondo o vídeo apresentado na semana passada.

O promotor de justiça Wendell Beethoven, por sua vez, rebateu as acusações de uso de violência. “Até onde sei tudo foi feito sem violência, não houve resistência e haviam os mandados de prisão a serem cumpridos. Além do mais, apenas a residência de um deles (policiais) foi revistada e toda a ação foi acompanhada e realizada por policiais na presença do comandante geral”, disse o promotor ressaltando que, inevitavelmente, situações assim geram constrangimentos.

Das 15 pessoas detidas na segunda-feira passada, onze já estão com a liberdade garantida pelo TJ: três empresários e oito dos doze policiais.

Comente!

Mais lidos da semana

Siga este blog

Arquivo

Tecnologia do Blogger.

- Copyright © 2013 Rodrigo Medeiros -Metrominimalist- Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan | Distributed by Rocking Templates -