segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Celebrado há 25 anos, o Dia Nacional de Combate ao Fumo foi instituído por lei federal para alertar à população sobre os malefícios para a saúde e os danos dele decorrentes.

Apesar de possuir em sua composição 43 substâncias comprovadamente cancerígenas, 700 aditivos químicos e cerca de 4000 componentes tóxicos, o cigarro é um dos produtos de consumo mais vendidos e lucrativos no mundo. Constam entre os ingredientes dos cigarros metais pesados, pesticidas e inseticidas. Alguns componentes são tão tóxicos que é ilegal despejá-los em aterros.

Vale ressaltar ainda os riscos que o hábito de fumar traz aos que não fumam, mas convivem com fumantes. A inalação da fumaça do cigarro por não fumantes (fumantes passivos) é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, atrás apenas do tabagismo ativo e do consumo excessivo de álcool.

A fumaça produzida pelo cigarro possui – em media – três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante após passar pelo filtro do cigarro.

A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:

1 - Em bebês:

• Um risco 05 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);

• Maior risco de doenças pulmonares até 01 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.

2 - Em crianças:

• Maior frequência de resfriados e infecções no ouvido;

• Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exacerbação da asma.

3 - Em adultos não fumantes:

• Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não fumantes que não se expõem.

Fumantes passivos também sofrem com irritação nos olhos; problemas nasais; tosse; dores de cabeça; aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito).

Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias.

Se você, amiga leitora, amigo leitor, é fumante, pense: vale a pena correr tantos riscos e expor meu entes queridos a tantos problemas de saúde por um pequeno momento de “prazer”?

Deixar de fumar é difícil, mas possível. Existem, inclusive, tratamentos que auxiliam o fumante a largar o cigarro. Mas o desejo sincero de parar de fumar é o mais importante. Se este é o seu caso, proponho um desafio: que tal deixar de fumar um dia só por vez? Boa sorte!

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