terça-feira, 9 de agosto de 2011

Com o sugestivo nome de Operação Voucher, a Polícia Federal está cumprindo dezenas de mandatos de prisão, entre temporárias e preventivas nesta manhã (09) no Ministério do Turismo. Entre os presos está o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa (foto), funcionário de carreira e considerado a pessoa mais importante no ministério após o próprio ministro.

De acordo com a PF, a ação visa "combater o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União".

Até o momento foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva (sem prazo determinado), 7 de busca e apreensão e outros 19 de prisão temporária (de cinco dias prorrogáveis por mais cinco dias), em Brasília/DF, São Paulo/SP e Macapá/AP.

Além do secretário-executivo, estão presos o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, um ex-presidente da Embratur, além de empresários, diretores do ministério e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Investigação

Em nota, a PF afirma que foram detectados indícios de desvio de dinheiro público em um convênio que previa a qualificação de profissionais de turismo no Amapá.

O convênio foi assinado entre o ministério e o Ibrasi em 2009, e de acordo com a PF, não teria tido chamamento público para que outras entidades se candidatassem a oferecer o serviço.

Ainda de acordo com a PF, o instituto - que é uma organização sem fins lucrativos - não tinha condições técnicas de prestar os serviços de qualificação.

Atualizado às 10:18 com informações do G1 e Folha

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