quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A direção do PC do B afirmou no final da manhã desta quarta-feira (26) que o ministro Orlando Silva (Esporte) vai entregar o cargo ainda hoje à presidente Dilma Rousseff. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o governo já busca nomes para substituí-lo na pasta. Os mais cotados seriam os deputados Aldo Rebelo (PC do B/SP), Luciana Santos (PC do B/PE) e Flávio Dino (PC do B/MA).

A situação de Orlando se agravou muito ontem (25), quando o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou, de fato, as investigações de um suposto envolvimento do ministro em desvios de recursos geridos pela pasta. Dos seus três possíveis substitutos, já entrevistei diversas vezes e convivi algumas vezes com o Aldo, de quem tenho uma boa impressão. Pessoa séria e compenetrada, aparentemente.

DEM mira no PC do B e fala em dirigentes partidários mal-intencionados

Queda consolidada, oposição agitada. O Democratas mal esperou a saída oficial de Orlando para espinafrar o PC do B, partido do ministro. “As delações do PM João Dias Ferreira, serviram como estopim para um festival de denúncias contra a gestão do PC do B à frente do ministério. As evidências indicam que o programa Segundo Tempo era utilizado como trampolim para desviar recursos. A Justiça dará a palavra final sobre o caso”, diz um comunicado oficial do DEM, publicado no site do senador José Agripino, presidente nacional do partido.

O texto cita ainda que, com a saída de Orlando Silva, o governo da presidente Dilma Rousseff já acumula a queda de seis ministros, todos por suspeita de uso indevido dos recursos públicos. E alfineta: “A limpeza nos ministérios não foi de iniciativa da presidente. As acusações, primeiramente, saíram na imprensa. Apenas quando a situação política do titular da pasta ficou insustentável, o cargo era abandonado. O problema em boa parte dos ministérios onde houve troca de comando é que os supostos esquemas de desvios não se limitavam à atuação do ministro. As fraudes seriam componentes da estrutura política do próprio ministério. No caso do Esporte, por exemplo, existe a desconfiança de que os tentáculos de alguns dirigentes partidários mal-intencionados já estavam lá desde antes da chegada de Orlando Silva como chefe da pasta”.

O texto partidário conclui afirmando que o “Democratas acredita que a saída do ministro não resolve a crise que está posta. É preciso investigar até o fim, desmontar estruturas que estão corroídas há quase uma década e punir todos os envolvidos”.

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