quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Enquanto há no nosso país e no mundo um colossal desperdício de comida, milhões morrem de fome no mundo. Felizmente, o bebê Minhaj Gedi Farah, que no mês de julho, quando as Nações Unidas declararam que partes da Somália estavam assoladas pela fome generalizada, se tornou o rosto da tragédia, fugiu deste lamentável destino.

Na época em que sua imagem chocou o mundo, Minhaj era um bebês de sete meses com peso inferior ao de muitos recém-nascidos. Seu corpinho esquelético pesava, então, apenas 3,2 quilos.

Atualmente, aos dez meses, o jovenzinho ostenta gordinhas bochechas e pesa cerca de oito quilos, quase o normal para sua idade. Ele também já é capaz de engatinhar. Tudo isso, graças ao trabalho da ONG International Rescue Committe (Comitê Internacional de Salvação).

“Sua mãe nunca acreditou que ele iria se recuperar. Todos os membros de sua família estão muito felizes”, disse Sirat Amin, enfermeira-nutriocionista do Comitê Internacional de Salvação que está monitorando o progressos de Minhaj. “Ele pode ficar sentado sem apoio, pode comer o suplemento nutricional sozinho. Ele está engatinhando”.

A ONG destacou o sucesso de Minhaj, mas lembrou que casos como o dele não são a regra. A ONU e agências humanitárias independentes têm conseguido prestar serviços mais eficientes nos últimos meses, mas a ajuda chega a apenas 2,2 milhões dos 4 milhões de somalis que precisam dela, em território da Somália e nos campos de refugiados no Quênia.

Em julho, a ONU anunciou que precisava arrecadar US$ 1 bilhão para combater a crise de fome, mas por enquanto só conseguiu US$ 779 milhões. Dentro da Somália, os obstáculos são ainda piores: a guerra do frágil governo da Somália e de militares quenianos contra grupos de fundamentalistas religiosos, as restrições impostas por esses grupos e as fortes chuvas (que sucedem uma forte seca). Assim, muitas crianças estão em precária, às vezes pior que a de Minhaj em julho.

O Fundo para as Crianças da ONU diz que 168 mil crianças malnutridas de forma aguda, com menos de cinco anos, podem morrer nas próximas semanas. Eles estão preocupados com doenças infecciosas como sarampo, cólera e malária, particularmente nos sujos e lotados campos na capital Mogadíscio. “A fome não acabou… as crianças estão morrendo diariamente”, disse Hannan Sulieman, número 2 da UNICEF na Somália. “A má nutrição está acima dos níveis de emergência há dez anos”.

A imagem abaixo mostra o passado e o presente de Minhaj. Olhe-as e tente esquecê-las da próxima vez em que desperdiçar alimentos:


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